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Carol Castro em entrevista exclusiva ao Buchicho fala sobre a Playboy

10:22

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A molequice de Gabriela, a força de Tieta e experiência de Dona Flor. Foi a partir dessas personagens criadas pelo baiano Jorge Amado que Carol Castro buscou inspiração para estrelar seu primeiro ensaio sensual.

Há quase seis anos a atriz vem sendo sondada pela revista Playboy para posar nua. Só agora chegou o momento certo. Na edição de comemoração de 33 anos da revista, Carol estampa a capa e o recheio da revista masculina mostrando toda sua sensualidade. No ar como a fogosa Sheila, em Beleza Pura, a ruiva deu um tempo nas gravações para viajar até Salvador, passear por pontos históricos da cidade e posar para as lentes de Bob Wolfenson.

Satisfeita e muito animada com a repercussão do seu ensaio, Carol falou, por telefone, com exclusividade ao Buchicho. Confira!

O POVO - O seu ensaio foi pelas ruas de Salvador e contou até com alguns figurantes. O que foi mais difícil na hora de realizar o ensaio?
Carol Castro - Na verdade, o momento de maior vergonha foi na primeira foto. Eu estava nervosa, bateu a vergonha e o coração vem na boca. Mas depois dá para ir relaxando. Tiveram algumas fotos que teve figurante, foi desconfortável também, sem dúvida.

OP – Você está no teatro interpretando a Flor, na peça Dona Flor e seus dois maridos. Acabou sendo mais fácil encarnar essas personagens de Jorge Amado para a revista?
Carol - Ajudou sim, sem duvida. No meu caso que sou atriz, sempre ajuda. Mas a idéia inicial não era essa. A minha idéia para o ensaio era envolver a natureza, cogitei até ir para uma ilha, com praia e cachoeira. Mas a gente ficou preocupada com a previsão do tempo, encontrar um lugar seguro para se arrumar, para colocar o equipamento... Foi aí que surgiu a história das mulheres de Jorge Amado. A idéia foi crescendo e chegou no resultado bacana. O ensaio não é literal. Por exemplo, a foto do telhado não tem pipa, e nem precisava. Só a locação ter sido na Bahia já ajudou. As mulheres de Jorge Amado são fortes e sensuais, isso foi muito bom. Teve momentos em que precisei encarnar a personagem, noutros não.

OP – E você tem alguma preferência entre Tieta, Dona Flor e Gabriela?
Carol - No ensaio eu me diverti com o jeito moleque de Gabriela, de subir no telhado e tudo mais. O momento Tieta foi o mais forte. Quando fomos tirar as fotos, estava chovendo, depois parou de chover, estávamos no Forte – o que já nos remete à muita história – quando de repente vejo um arco-íris. Foi mágico o momento de Tieta. E o da Flor eu estou vivendo há tanto tempo que já é mais dia a dia, estou na peça há um ano, já conheço mais a personagem.

OP – E quando foi que o convite se tornou irrecusável para você?
Carol - Olha, na verdade venho recebendo esse convite da Playboy há seis anos. No primeiro convite eu tinha apenas 18, quando fiz a Gracinha, em Mulheres Apaixonadas. Eu era nova, tinha muito mais vergonha do que tenho hoje em dia. O que mais pesou na decisão foi o meu bom momento profissional e pessoal. Estou em uma fase estável na minha vida, aí disse Ok, estou preparada.

OP - Esta edição é comemorativa da Playboy. Se ver em poses sensuais também foi um presente para você?
Carol - Eu acho que sim. Sempre escutava isso das pessoas, que seria um presente para mim, que eu deixasse de ser boba, que as fotos eram artísticas e que poderia mostrar aos meus netos. Achava divertido esse último argumento. Tudo isso pesou. Agora tenho como dizer aos meus netinhos no futuro, olha a vovozinha aqui... (Risos)

OP - Você já conhecia Salvador, deu para participar da escolha dos locais e sugerir poses?
Carol – Conhecia sim, já tinha ido de férias e a trabalho. Deu para participar de todo o processo sim. A idéia da foto do telhado, por exemplo, foi minha. Nós estávamos próximos ao Pelourinho quando vi um telhado e achei que daria uma boa foto, eu pedi, insisti para que desse certo. O pessoal achou que poderia ser perigoso, mas eu queria muito e disse que como já tinha feito circo, faria as fotos lá em cima numa boa.

OP – Em algum momento as suas tatuagens atrapalharam na sessão de fotos? E para conseguir algum papel na TV?
Carol – Não, até porque já é uma marca minha. O ensaio apesar de ser baseado na obra de Jorge Amado, não é literal, e não poderíamos perder uma característica minha. Além disso, a tatuagem está em lugar que dá para cobrir com facilidade, já fiz algumas capas de revistas e novelas que não apareceram. As tatuagens nunca atrapalharam, até porque hoje tem muita tecnologia para esconder.

OP – Qual o primeiro sentimento que veio quando você viu o resultado das fotos?
Carol - Foi muita emoção, como o nascimento de um filho. O convite veio há muitos anos, o conceito do ensaio foi pensado com carinho e a equipe foi toda escolhida por mim.

OP – Você precisou emagrecer ou fazer mais exercícios para tirar as fotos?
Carol - Olha, eu já havia emagrecido por causa do trabalho, com a agitação diária de novela e peça. Eu também tenho uma alimentação boa, o que contribuiu para eu emagrecer. Quando me chamaram para fazer as fotos só precisei malhar mais pesado. Eu preferi sofrer malhando que nem uma louca do que ter que encolher barriga ou depender de photoshop.

OP – E suas fotos não tiveram retoques no photoshop?
Carol - Eu ainda não vi o resultado final, vi apenas as fotos aprovadas e já fiquei muito satisfeita.

OP – E tem alguma foto em especial?
Carol - Esse foi o barato do ensaio, cada foto tinha um ar diferente, um detalhe, uma história, fica difícil escolher apenas uma. Acho que quando tiver com a revista nas mãos posso dizer, mas agora não.

OP – Você postou no seu blog que na foto da capa seu pé tinha ficado feio. Você acredita que as pessoas vão reparar no seu pé?
Carol - Eu estava brincando e acabou saindo em um monte de lugar. Essa foto foi feita em cima de uma cama muito macia, meu pé afundou, porque eu estava equilibrando o meu corpo em cima do pé. Daí o ângulo do fotografo pegou o pé bem de frente. Eu brinquei e disse que ele não ficou tão bonito assim. Mas não é nada disso, a capa ficou linda. Mas não sei se vão reparar, antes de falarem eu já disse... (Risos)

OP – Você é uma mulher bonita e que desperta a atenção dos homens. Qual o segredo para atrair os olhares para si?
Carol - É difícil falar, acho que é ser o mais natural possível, estar bem consigo mesma. Você tem que estar de bem com a vida, se aceitar do jeito que é. Tem também a questão de encontrar o que você gosta no seu corpo e valorizar.

OP – E como o seu namorado (Ian Costa) reagiu quando soube que você posaria para a Playboy?
Carol - O meu namorado é fotografo, a mãe dele já pousou para a Playboy e o pai dele também é fotografo. O Ian convive muito bem com isso, ele está tranqüilo. Ele brinca dizendo: ôé isso mesmo, fazer o quê?®

OP - Você pretende adotar este visual ruivo e as madeixas longas?
Carol - O meu cabelo já esta crescendo, quando acabar a novela eu vou tirar o megahair. E como o contrato com a L’oreal já está acabando, vou mudar o visual. É provável que a partir de setembro eu mude o cabelo, mas não pode ser nada muito moderno.

OP - E o que o público pode esperar da sua personagem em Beleza Pura, a Sheila? Ela vai conseguir tomar o Robson (Marcelo Faria) da Rakeli (Isis Valverde)?
Carol - A Sheila vai voltar a se envolver com o Robson, é a única coisa que posso comentar. Agora eu estou na porta da editora Abril para começar a coletiva de imprensa e preciso desligar.

Fonte: Jornal OPovo


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